Forastieri is not dead !!!

butthead

Eis que a blogosfera traz notícias de um dos maiores fenômenos de “audiência” da extinta Bizz, que em seu tempo alcançou ibope maior que Madonna e Michael Jackson juntos…
(claro que por ser editor da revista, e programada/auto-marketeiramente porra-louca)… estamos falando do senhor André Forastieri, hoje com perfil mais “maduro” no texto e na cor dos cabelos…
Há muitos anos o cara assumiu uma fase “discreta” em relação ao período em que “lhe conheci”, e às possibilidades da net… e agora descubro que está com um recente blog pessoal: http://andreforastieri.com.br; e um sintomático nome de bis para seu site cultural.
No início dos 90´s, André, então na Folha de SP, chegou devagarinho na Bizz produzindo matérias revolucionárias como uma especial sobre psicodelia; exclusiva com Kurt Cobain… deixando claro que era ousado e não achava nada impossível pra quem ocupa espaços, ou, se preferir, “mete os peitos”…
além disso, seu “estilo” de redigir era uma mescla de:
humor necessário para tornar a revista leve,
atitude punk, ao exagerar para chocar,
new journalism, já que suas críticas tinham um mix de poesia, depoimento de fã com jornalismo “isento”.
Pior que ele dizia muita coisa pertinente e de modo tão bem escrito, que a credibilidade não era afetada; embora suas opiniões fossem plenamente questionáveis, inclusive pra mim que discordo da maioria…
Seguindo seu próprio manual de (auto)promoção de fazer inveja a Malcom Mclaren, o maquiavélico método de despertar atenção funcionou, e logo André era o tema campeão na seção cartas. Algum tempo depois de chamar Adriana Calcanhoto de “araponga dos pampas” e classificar Marisa Monte entre as “peruas sem talento”, André chegou a editor e com o xará Barcinski sacudiu a revista nos aspectos gráfico, editorial e de certo modo comercial, indo contra a lógica mercantil; modernizando-a, tornando mais ampla, valorizando a produção nacional…
Até que, segundo consta, brigou e saiu fora gerando seu projeto individual, a General, em sua própria editora, a ACME, que também lançou a revista Herói, sobre o mundo dos personagens de
quadrinhos, desenhos etc. A General levava ao extremo as mudanças que causara na Bizz, falando
ainda de cinema, moda, política, enfim tudo mas sob um prisma de “atitude rock” (e “nenhuma explicação”), como essas publicações internacionais que transcendem a música como Rolling Stone, Mojo, etc.
Claro que a idéia era moderna demais pra seu tempo e lugar… e durou até mais que se imaginava antes de naufragar.
Mais tarde criou a editora Conrad, e hoje pelo que vejo está na Futuro Comunicação.
Pra quem fez tanto pra aparecer, seu ostracismo só pode ser explicado por:
a) levou muito processo no rabo, como qualquer um que diz o que pensa nesse país;
b) seus ousados/sonhadores empreendimentos o levaram aos píncaros… da falência financeira.
c) all options are right.
Um jornalista bajeense influenciado pelo Forasta, é Fábio Schaffner (RBS, hoje em Brasília), conforme confessou anos atrás, escrevendo para o Minuano artigos na mesmíssima linha de seu “mestre”…

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