Entenda o mercado dos singles

Já que mencionamos o mercado de singles, no caso do Morrissey, vamos fazer algumas considerações gerais:
claro que a realidade do mp3 pós-napster criou um mercado paralelo que na verdade é maior que o “oficial”, mas falando da indústria fonográfica, em países civilizados ela não vive só de álbuns, mas entre um álbum e outro o artista lança seus singles, conhecidos no Brasil como compacto, com uma faixa-título mais 03 ou 05 músicas. Claro que os singles vem do tempo do vinil, quando havia um lado B no disco, teoricamente relegado a canções de menor importância, ou encheção de linguiça, no entanto muitos lados B se tornaram célebres como Satisfaction, dos Stones, ou a cover de Knockin´On Heaven´s Door com o Guns.
No Brasil o compacto nunca emplacou embora se ache em sebos as provas de que tentaram, como na época da Jovem Guarda, ou nos anos 80. Mas a picaretagem comercial é tanta que, já na era do CD o preço era pouco menos que de um disco “completo”, então quem seria louco de pagar ?
Claro que a pirataria digital arrebentou em parte essa estrutura; mas quem quer acompanhar a obra completa de um artista internacional acaba tendo que ficar ligado em todos os singles para garimpar seus lados B. A Wikipédia costuma ser uma boa fonte dessas discografias realmente completas, onde são postadas tabelinhas com todas as informações de cada novo single. E no caso do Morrissey, como dito no post anterior, uma compilação dos “B-sides” lançados entre o disco anterior e o novo, resultaria num álbum bem mais variado e melhor que o de 2009.

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