Funk metal ressucita no Brasil ?

Notícias sobre shows de funk metal aportando via oceano virtual. Living Colour elogiado… e a expectativa da trupe de Mike Patton… esses primeiros anos da década de 90 são mesmo interessantes… ops ! Estamos em 2009 ? Agora fiquei confuso… perdi a noção de timing. Afinal, funk metal é coisa dos early 90´s, não ? E a vinda de seus arautos, idem ? Ou é que a história é cíclica? Afinal, na ordem inversa, Faith No More e o Living figuraram entre os bibelôs, respectivamente, do Rock in Rio II, em 1991, e Hollywood Rock III, 1992. Claro que esse rótulo que usei para o estilo, não é mais que isso, e se aplica mais à banda de Vernom Reid, como ao Red Hot Chilli Peppers, do que ao FNM. Nas plagas brasileiras, tínhamos como praticante dessa linha o Yo-hodelic, do clipe Brazil Banana Samba, desenhado pelo artista suicida Macarrão. Rótulos são coisa desses párias chamados jornalistas, que a cada penca de bandas com alguma afinidade cria um balaio de gatos, como na época dos shoegazers Happy Mondays, e do Stone Roses; ou do grunge.
A estética do FNM transcende o mix dualista para incluir muito mais… conforme já comentei no post de 17 de fevereiro. Como ocorre com toda banda, a tensão entre as bagagens de seus membros teve um momento ímpar que foi o do álbum The Real Thing. Mas, considerando o link com a época do vocalista anterior, o seguinte de estúdio, Angel Dust, é ainda mais FNM de Patton. Concomitante à saída do guitarrista que não está na “reunião” atual, o fenemê perdeu a veinha pop-progressiva-melódica, que tornava sua receita mais instigante, e polarizou-se entre baladas soul e um rock mais gutural, cortesia da alma freak do cantor, que ele extrema ainda mais em seus projetos paralelos como o Fantomas. O cara curte vídeos escatológicos na linha do Faces da Morte, além de putaria bizarra, e chegou a presentear João Gordo com uma coletânea do “gênero”. Essa faceta do grupo deverá ser privilegiada no repertório de Porto Alegre em novembro. Entretanto, por apenas cem pilas, poder-se-á bater cabeça ao som de “From Out Of Nowhere” e coreografadamente imitar os pulos de Patton em “Falling To Pieces”. Esperemos, então, que os desprovidos de fé venham roubar a que porventura ainda nos reste…

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