Resenha do filme “Um Breve Assalto”

Nosso blog analisou em profundidade detalhes do filme

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O curtametragem que tem bageenses na direção e elenco, concorre entre os Curtas Gaúchos RBS, e foi um dos exibidos no programa de hoje

Um Breve Assalto, do diretor-prodígio Zeca Brito, revela-se uma comédia romântica cujos personagens extrapolam as barreiras do realismo, ao demonstrar nuances humanas em ações extremas, beirando a auto-paródia.
A abertura mostra a chegada a Porto Alegre de uma solteirona interioriana (da gaúcha Barra Funda, não de Pato Branco), sob a perspectiva de quem adentra a capital em ônibus e ruma ao centro a pé (trajeto clássico: cartão-postal-Guaíba, Rodoviária, passarela). Na metrópole para realizar o “sonho da casa própria”, Marisa (Alice Simões Pires) se permite deslumbrar com os “arranha-céus” urbanos, antes de chegar a uma instituição financeira que remete a anos atrás, quando as empresas do setor não sofriam da atual poluição visual marketeira em seus leiautes. A locação escolhida foi a Assembléia Legislativa – ambiente mantido quase como original, por prestar-se o mobiliário antigo para a representação, na visão da diretora de arte, Valéria Verba. Alguns clientes da casa aparecem em evidência, tal como a empresária de forçoso sotaque francês, elogiosa ao docinho de côco de “Pelotá”. Entra em cena o don Juan Antônio (Rafael Tombini), que joga toda sensualidade para cima de Marisa, e cuja lascívia chega a projetar-se na tela, na forma de um corte para cenas de sua fantasia. O conflituoso romance entre ambos ganha o complicador de um assaltante conceitual e auto-explicativo como vilão de desenho animado, e cujo “viés dialético” tenta justificar seu ato robinhoodiano de roubar ao governo -que teria lhe assaltado antes, com os juros bancários. Ao final de 14 minutos, toda a trama é desamarrada sem maiores supresas.

ASCENDÊNCIA ARTÍSTICA
Muitas vezes o parentesco com celebridades vira estigma na carreira. Não é o caso dos aludidos, cuja obra já tem falado por si, mas ressalta-se: José Brito, o Zeca, é filho do notório Sapiran Brito, vice-prefeito de Bagé na era Vargas e ator destacado por ter tomado parte nas investidas cinematográficas de Teixeirinha. Já a roteirista da estória, Iuli Gerbase, também assistente de direção da obra, é uma das filhas do cineasta-punk-replicante Carlos Gerbase.

CURIOSIDADES
– Na ainda mais “curta” apresentação dos filmes do dia, Roger Lerina, jornalista condutor da contracapa do segundo caderno de ZH, parece estar também concorrendo a algo – no caso, o posto de Rubens Ewald Filho do telejornalismo dos pampas.
– Não só entre os protagonistas, mas também no elenco de apoio (também chamada figuração) havia bageenses como a egressa da Facos da URCAMP, Ana Paula Caneda, ex-Correio do Sul, e atualmente em POA.
– A imprensa bageense foi incansável na divulgação do curta. O jornal Minuano dava o furo em todas as etapas, desde a produção da película. A RBS TV, na véspera, entrevistou Zeca Brito nos jornais de meio-dia estadual e local; sendo que o blogue da TV Bagé publicou uma entrevista com o diretor em profundidade muito maior que a obviedade habitual da telinha.

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