Japan Project 2009: Rock !

CAPÍTULO III – ROCK AND ROLL NO JP4

Durante o desenvolvimento do JP, o palco foi tomado por quatro shows musicais e alguns improvisos.
O caráter cultural do evento concedeu aos artistas parceiros a liberalidade de um repertório sem concessões. As duas primeiras convidadas só mostraram músicas próprias. A variedade de estilos também foi grande, variando entre neogrunge, punk, experimental e acústico.
Houve expositor protestando contra a interferência do ruído dos roqueiros, no atendimento dos estandes, localizados na outra extremidade do mesmo auditório.

BRUNO CARAVACA E FELIPE ROSA

PIC00015

O show mais característico do evento, e aproximado ao J-Rock (japanese rock), pelo repertório exclusivo de trilhas de anime e seriados. A apresentação encerrou em grande estilo o evento, porém, devido ao anúncio, pouco antes, dos resultados do concurso de cosplay, teve a audiência reduzida pela dispersão de parte do maior público reunido em todo o evento. Bruno, atração no JP 2008 com banda completa, agora fez-se acompanhar pelo escudeiro armado de uma bela guitarra acústica. A dupla adicionou caráter artístico aos temas, ao demonstrá-los com arranjos delicados, e interpretação intimista. O esmero em montar um set temático, teve repercussão certeira nos aficcionados, que cantaram junto as canções japonesas, e principalmente, a versão em português do tema de abertura de Dragonball Z.

THE VERMES & “THE JAM”
PIC00010ed Um show do punk rock autêntico, não o do Green Day. Os caras se emocionam com os clichês da estética como o logo de “anarquia”, camisetas cuidadosamente mal-impressas… Em alguns momentos, o segundo guitarrista assumia o lead vocal, a exemplo do que a Plebe Rude faz. Claro que os pontos altos foram covers como a inevitável “Blitzkrieg Bop”, “Polícia”, e principalmente “Papai Noel Filho da Puta” (Garotos Podres), lembrando que a censura acabou, sem necessidade de apelar à versão que substitui o “elogioso” adjetivo por
”velho batuta”. O hardcore chegou a incitar uma pogação tímida entre o público. Se o visual pálido e psicodélico de algumas pessoas no evento, já tinha me enviado ao fim dos anos 70 ao remeter à Siouxsie Sioux dos Banshees ingleses, agora essa banda me fez visitar o próprio CBGB americano… E a atitude da banda incluiu tocar sem baixo (estando o titular do instrumento lesionado, na platéia) e com duas guitarras, “formação” que seria seguido numa jam que houve a seguir.
PIC00012edCom a retirada do The Vermes, foram formadas bandas incidentais. Primeiro, o cantor da Lactário Ruivo se uniu a amigos para uma “Born To Be Wild” macarrônica, sendo substituído pelo guitarrista para uma do Beck, e em seguida, da “Paranoid”, a introdução foi o máximo que a banda conseguiu. A seguir, mais gente invade o palco para uma canção. E, finalmente, visitantes de Pelotas que têm sua banda e estavam direto no Guitar Hero, apresentam algumas músicas, entre as quais uma versão em português de “Pet Sematary”.

TWIN CITIES
twinNo dia anterior, outro presente da programação: Twin Cities, uma banda em franca ascensão, construindo uma postura profissional em todas as áreas, a saber:
Estúdio: de malas prontas para o Complexo Master/POA (show em 11 de novembro), grava o primeiro álbum, após ter disponibilizado na net o EP de estréia “Five Days Off”, de seis faixas.
Composição: afasta sotaques, equilibrando extratos da Seattle dos 90 com outras influências, vide melancolia da Manchester pós-punk presente em “Stranger Eyes”, uma das canções recriada recentemente, em relação às demos originais
Auto-marketing: reformulou estrategicamente o leiaute de seus perfis nas vitrines virtuais – blogue próprio, myspace, twitter, lastfm, etc.
Palco: repertório autoral vasto o bastante para show de mais de hora sem apelar a covers. O guitarrista Giuliano, recentemente adicionado, já está submetido a um intensivo dos ensaios freqüentes para entrosamento.
Com essa conduta batalhadora, a TC saltou da fase garagem inicial para a etapa do primeiro álbum, a espera do reconhecimento. Por isso, pode-se ter presenciado um show histórico, flagrando o grupo momentos antes da projeção que tende a ganhar com o lançamento do disco, se mantiver seu ritmo de trabalho.

LACTÁRIO RUIVO
mauricio
A primeira banda a se apresentar não economizou na criatividade. No momento de seu show, o áudio do microfone estava péssimo; mais tarde corrigido pela sonorização profissional. Trata-se de um trio de média etária bastante jovem. O gosto pelo experimentalismo de um Pink Floyd das antigas ficou bem claro nas composições, executadas emendadas como se formassem uma grande suíte. Vocalizações soturnas davam lugar sem aviso a trechos suingados ou cadenciados em blues. A ausência de teclas na formação de rock básico (baixo-guitarra-bateria) foi preenchida por efeitos noisy na guitarra. Enquanto o baterista destroçava as caixas, o baixista parecia viajar na psicodelia, tocando distante dos colegas, na beirada do palco.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s