Twin Cities em dobro: resenha de Odd e do show de lançamento

O primeiro álbum da Twin Cities é o esperado registro de composições inéditas e versões amadurecidas de outras já apresentadas a quem acompanha a agenda de shows do grupo e seus releases virtuais. Com direito a single produzido por Ray-Z e ensaio fotográfico by Leko Machado. A característica referência Seattle da banda está presente na dúzia de faixas. Mais nos timbres, especialmente os vocais, do que no clima down que vitimou o cavernoso Layne Staley, e Cobain. Fantasmas afastados, Odd demonstra apelo “radiofônico”: os refrões são algo melódicos, a meio caminho dos mantras de um Eddie Vedder, como em “Decide”. Quando entoados sobre ritmo pós-punk (como a acelerada intro de “Are You?”, com Betinho judiando do bumbo) tornam algumas canções plausíveis até para um playlist de surf. O vigor agradável que permeia o álbum deve-se, em parte, ao realce que a mixagem dá à guitarra, destacando-a na formação básica de trio, em “How”, e no solinho de “Involve”, por exemplo. O tratamento ruidoso do final de “Stranger Eyes” também chama atenção. Mas o baixo é quem puxa uma tendência dançável em “Riley-Day Syndrome”. O hit single que desponta de cara é “The Better Of Us”, não por acaso presença constante no hit parade da Pop Rock. Mas “One Other” também tem vocação adequada para abrir um CD.

No recente show de lançamento da bolachinha no Atelier Coletivo, além de tocar o disco novo na íntegra – mas não em ordem, a Twin se deu ao luxo de seis bônus: já abrindo com “Let It Down”, e ao longo da noite as também inéditas “Midnight Club”, “Radio Silent”, “Voices”, “16 Hours Ago”; e ainda, do EP virtual de 2009, “Finger Prints”.

Minutos antes no Atelier…

Sob o nome Johnny e Suas Válvulas uma formação de egressos de outras bandas locais começou a agitar a noite da Twin Cities com um repertório de covers. Doors, Elvis, Beatles, Cure, Deep Purple, Barão e TNT foram alguns dos homenageados pelo grupo que conta com Iuri Brose (vocal), Leonardo Muller (guitarra), Yuri Barcellos (baixo) e Ricardo Santana (bateria).

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