A produção incessante de Mário Lopes

Jornalista se aproxima dos 90 anos trabalhando em muitos projetos simultâneos

Não é a idade que vai reduzir o ritmo produtivo de Mário Lopes. Os 88 anos completos em outubro só parecem aumentar o entusiasmo do jornalista pelos vários trabalhos de pesquisa histórica que desenvolve. Redigindo em casa, dá a impressão de que aposentadoria, para ele, resume-se a não mais cumprir expediente em uma redação – o que fez por décadas, como ator da história da imprensa local. Seu acervo cultural inclui biblioteca, fitas VHS e DVDs, mas o que sobressai são as coleções de jornais antigos. A produção textual está assentada em compilações temáticas criadas por ele mesmo. Em seu escritório doméstico, as redige no editor de textos do computador e imprime, reunindo as folhas cuidadosamente, com clipes, sob uma capa com fotografia. Uma delas, que lhe socorre constantemente, são as “Efemérides Bageenses”, espécie de livro de bolso de autoria própria, encadernado em espiral, que, revela, foi bastante útil ao publicitário Ernesto Lima na produção do “Diário da Rainha”. A edição de 1998 já ganhou rabiscos a lápis para uma atualização.

Uma das prioridades atuais do contador de história é a biografia da dona da Chácara da Cristina, conforme noticiado no blog. https://marcelofialho.wordpress.com/2010/11/17/cristina/

Adiantada a parte histórica do livro, falta ao autor colher as impressões mais pessoais da biografada, e a definição se o relato será em primeira ou terceira pessoa. Tivemos acesso ao original, que conta várias histórias engraçadas ocorridas no prostíbulo, sempre com o cuidado de atribuir nomes fictícios aos protagonistas – como é o caso do senhor “Zé”, que estacionava o indefectível carrão em frente ao local, mas esperava que sua presença ficasse em sigilo.

BIOGRAFIAS

Não é a primeira vez que Mário conta a história de um personagem vivo. A biografia dedicada a Álvaro de Godoy também já estava pronta quando o médico completou 90 anos, em 2008, apesar de não ter sido publicada formalmente. Na escrivaninha de Lopes, outros volumes que resgatam perdas recentes do convívio, são os de Edmundo Rodrigues e Jorge Grillo.

Além disso, eminências como Átila Taborda, Costábile Hipólito, Melanie Granier, Cândido Norberto, Frederico Petrucci, Pedro Wayne, José Carrion Móglia, Darcy Azambuja, Walter Conceição, João Batista Fico.

ELAS NO BICENTENÁRIO

Outro projeto que Mário vai entregar a Bagé, por conta dos 200 anos da cidade em julho de 2011, é o livro “Elas são nome de escola”, que identifica as patronas dos educandários locais, como o caso da Pérola Gonçalves onde comecei os estudos.

GALERIA MÁRIO LOPES
Uma carreira em imagens

Grande parte da atividade de Mário se desenvolveu sob o regime militar. Aqui, ele entrevista o famoso líder da Coluna Prestes, considerado “comunista” em seu tempo.

Aqui o jornalista vislumbra a taça Jules Rimet original, antes dos roubos e da destruição.

Ainda com a esposa e companheira Gecy Lopes

Em visita ao Museu da Comunicação, na Andradas, Porto Alegre – a imprensa gaúcha em história, da qual Mário é parte ativa.

Os murais

Nas paredes do escritório, murais fotográficos registram a os contatos políticos que valiam a Mário notícias exclusivas e inéditas.

Mário e os governadores

Mário e os prefeitos

Linha do tempo


Em novembro de 2010

Leia também
https://marcelofialho.wordpress.com/mariolopes/

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