Herr Kapitän

Super-americano nocauteia bruxo inglês e encarnação germânica do mal com único longametragem

Comentários sobre o filme Capitão América: o Primeiro Vingador

Capitão América dá um pau em Harry Potter nas bilheterias americanas no fim de semana. Manchete, mas não surpresa. Tava na cara, nas cores do uniforme. Não tem magia, nem mesmo a da Warner, que faça Tio Sam preferir um conto de sotaque bretão a mais um dos seus vencedores. Seja em ID4, no Golfo ou nos campos de concentração Nazi, a América tem que derrotar o mal. E este está deveras personificado na figura caricata de bigodinho que lembra her führer e claro, leva um socão de direita do mascarado. Agora no filme, mas a cena se repete há décadas.

Cena do filme O Primeiro Vingador (2011).

Cartaz alternativo-estilizado.

Gibi antigo, mesmo discurso.

Personificação do desejo coletivo de uma nação, Capitão América é o Super-homem da Marvel, e ainda, de Nietzsche, em versão antagônica ao projeto de Hitler de mesma inspiração – o ariano olímpico. Como em Thor, o mais bacana do filme é resgatar a moral de uma Marvel em eclosão nos anos 60, e o delicioso sabor inocente disso. A força da vontade de um Steven Rogers mirrado que acaba sendo o seleto escolhido para supersoldado. A vitória do David mais fraco. Ou seja, a velha atualização urbana das mitologias de sempre: ao invés de magos e cavaleiros, cientistas e soldados. Muito antes do projeto Genoma Humano, aquela cisma com a ciência dando superpoderes a mortais problemáticos, recorrente em quase tudo de Stan Lee na época.

Thor e Capitão não são muito mais do que prelúdios para Vingadores, o filme – previsto para o ano que vem. Agora surgem as deixas que permitem imaginar as cenas iniciais dessa grande reunião dos heróis. É de arrepiar. Samuel L. Jackson como Nick Fury. Aliás, a corporação Stark (Homem de Ferro) também já aparece aqui, fabricando o escudo que leva tiros de amor da donzela Hayley Atwell. Continuemos seguindo as pistas.

Capitain America: First Avenger (2011), diretor Joe Johnston. Cotação IMDB: 7.7

Os Vingadores nos traços do eterno Jack Kirby, materializador da Marvel de Stan Lee.

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