Dines e as Cruzadas pelo conteúdo

Entrevista exclusiva com o jornalista Alberto Dines, criador do Observatório da Imprensa

Acessível e muito paciente, Dines respondeu ao Blog sentado à mesma escrivaninha onde grava as inserções para seu programa de rádio, e com a exata fala tranquila que apresenta na televisão. Aos 79 anos, e coordenando vários projetos paralelos, não aparenta cansaço algum para falar sobre o que gosta: "Estou ligado", avisou ao início da conversa, para logo solicitar a pergunta inicial: "Manda brasa !"

Não é por acaso que a expressão “cruzada” aparece algumas vezes nas respostas de Dines. Armado com ideias, vontade e ação, este cavaleiro contemporâneo parece mesmo ver algo de sacro na luta incansável por um jornalismo de qualidade. As sucessivas demissões impostas à sua carreira devem ter lhe parecido como apenas a consumação do risco previsível, assumido junto com “a causa” de trabalhar para a informação, e não para os donos de jornal. Ironicamente, na década do ocaso formal da ditadura – regime ao qual desconcertava com as capas do Jornal do Brasil, quando editor – é que Dines começou a ser dispensado, seja pelo próprio JB ou pela Folha de São Paulo. Primeiro por telefone, mais tarde por e-mail.

Algumas capas da Era Dines no JB saíram das gráficas direto para a História do Brasil, comentadas até hoje pelos comunicólogos. Alusões cifradas ao regime nos quadros ao lado do nome: meteorologia fala em "temperatura sufocante" e "ar irrespirável"...

....ao passo que a véspera (data da institucionalização do AI-5) é lembrada pela efeméride: “ontem foi o dia dos cegos”.

Motivo recorrente do afastamento: a crítica da mídia que exercia, na qual não poupava em nada, quando pertinente, aos clientes de seus serviços free lancer. E para isso mesmo Dines está. Sem depender da aprovação dos detentores de CNPJ da imprensa brasileira, seu projeto de nome auto-explicativo, o Observatório da Imprensa, comemora 15 anos de site, 13 de televisão e seis de rádio. Ele começa falando especialmente sobre o programa, atualmente no ar pela TV Brasil.

Blog: A ideia inicial do Observatório na TV previa interação ao vivo dos espectadores no debate, via webcam, o que ainda não acontece. Isso deve se tornar realidade ?

Dines: “Na verdade quando nós começamos o programa – que foi em 98, dois anos depois do site – já queríamos fazer a interatividade. Mas era uma quimera, porque não havia condições técnicas. Chegamos a fazer programas de televisão com participação, mas era muito precário. Na casa dos telespectadores era impraticável. Algumas vezes fizemos numa lan house lá do Rio de janeiro, lá na Barra da Tijuca. As pessoas iam para lá, estavam conectadas, tinham câmera e podiam perguntar, mas não ficava natural. Depois fizemos convênios com escolas de jornalismo. Os alunos iam para o laboratório de televisão e faziam as perguntas, mas também era sempre artificial. Mas creio que estamos chegando. Alguns dos nossos colaboradores, e todos os correspondentes já entram com webcam – não ao vivo, mas gravado. Então já estamos avançando muito, e imagino que em mais seis meses, já vamos ter participação, inclusive, do telespectador“.

O CONTEÚDO ACIMA DA TECNOLOGIA

Blog: Em 13 anos de programa, as tecnologias surgidas acrescentaram algo à proposta interativa ? A TV digital por exemplo, através do setup box, teria mais possibilidades…

Dines: “Nós temos planos. Eu não sou especialista nisso, mas eu sei perceber o potencial das tecnologias. Quando o Mauro Malin, que é nosso companheiro, ainda em 95… eu não sabia onde fazer o Observatório, porque fazer uma revista era caro. Queríamos fazer um ciclo permanente de palestras, também era complicado. Ele falou: porquê que a gente não tenta a internet ? Claro, eu sabia o que era, mas não conhecia. Aí ele falou: ‘vamos começar’, e a coisa engrenou logo, e fomos. Agora também, nós temos a possibilidade de fazer o nosso site. Já colocamos o programa na rede, na íntegra, dois dias depois da exibição, com uma qualidade razoável. E agora, além do nosso programa, queremos ter todo dia uma espécie de menu de assuntos televisivos relacionados com mídia. Vimos que no You Tube diariamente tem pelo menos meia dúzia de bons assuntos midiáticos, sobre a nossa pauta, em formato televisão, e isso está disponível. Estamos levantando, diariamente monitorando, só pra ter ideia do material disponível, mas serão matérias sempre sobre mídia, não é ´qualquer coisa´, não é a enchente na Coréia do Sul nem o atentado na Noruega. Qualquer coisa que se relacione com a mídia.

Breve nós vamos estar ampliando, sendo efetivamente multimídia. Nosso programa de rádio está sendo ampliado, vamos ter mais retransmissores. O negócio de tecnologia, isso é fácil, é uma ferramenta. O que nós precisamos é qualidade de conteúdo, aí é que a tecnologia não ajuda. Não é a máquina que vai fazer o comentarista mais inteligente (risos)“.

No Twitter, Alberto Dines é uma citação permanente, como no caso de sua frase retuitada por vários usuários (imagem abaixo). Admite, porém, desinteresse pelo uso pessoal da ferramenta.

Blog: Eventualmente você cita notícias veiculadas no Twitter e Facebook. Como é sua relação pessoal com essas novas tecnologias ?

Dines: “Não uso. Me recuso a usar, não posso ficar escravo de tecnologias. Quero conhecer aquelas que são essenciais, como conheço o necessário. O que quero é melhorar o conteúdo de tudo, seja na minha vida pessoal, seja nos veículos em que trabalho. A tecnologia não melhora a qualidade. Ela torna a qualidade melhor, nos aspectos formais, mas ela não interfere no enriquecimento do conteúdo. Esse depende da cabeça, da nossa cultura, da nossa leitura. Eu perco muito tempo lendo. Eu sou do tempo do jornal impresso. Eu leio os jornais brasileiros. Do El Pais, que é um jornal espanhol que eu adoro, sou assinante em papel. Eles tem uma edição que circula demanhã aqui, muito boa. Eu leio, também. Então, eu quero ler, e acho que nós temos que estimular a leitura, a qualidade do texto. A tecnologia, as mídias sociais, elas não melhoram a qualidade. Elas aumentam o poder de divulgação. Isso estamos usando, estamos com quase 75 mil (seguidores) no Twitter, é muita coisa, tem publicações que não tem isso, nossa posição está muito boa. Mas isso é ferramenta, é comunicação, não é conteúdo de informação. E aqui eu quero é caprichar no conteúdo. Naturalmente, nunca vamos abrir mão de ampliar o nosso escopo, nossa audiência, falar pra mais pessoas, contatar mais pessoas. Tudo isso é legítimo. Mas não vamos ficar presos só ao numerozinho que está rodando“.

Blog: Existe um perfil na rede social Orkut com seu nome…

Dines: “Não sei, nunca vi… eu nunca fiz. Vou pedir pra alguém olhar isso para mim. Não estou preocupado com a minha imagem, o que eu faço fala por mim. O que eu digo fala por mim, o que eu escrevo fala por mim. Agora, se tem alguém que está falando por mim, isso é ilegal, vamos cancelar isso“.

COLABORAÇÃO

Blog: Você pensa em ser substituído por alguém ? Ou seu trabalho poderia ser diluído na equipe ?

Dines: “A equipe cresceu muito ultimamente, e o meu papel, graças a Deus, espero que consiga se diluir para que eu não seja tão exigido, porque trabalho muito e tenho uma agenda muito maior que observatório, tenho outros projetos, que estão sendo tocados, mas com muito sacrifício. Temos o instituto Projor, que é a entidade que dá guarida ao Observatório, e agora tem um novo presidente, o Carlos Eduardo Lins da Silva. Um diretor de operações, que é o Caio Túlio Costa, que é um craque em negócio de Internet.

Caio Túlio Costa e Dines no OI na TV

Em suma, estamos com muitos colaboradoes, está crescendo e vai crescer mais ainda, e vou poder, realmente, diminiur bastante a minha participação, mas não pretendo deixar de colaborar“.

Para Dines, também é um avanço que, tanto no Observatório como nas redações brasileiras, a mulher esteja ocupando mais espaços importantes.

Dines: “Infelizmente, como só agora estão chegando, nas redações, em cargos de chefias, elas ainda não tem a ousadia para fazerem críticas pesadas às redações, que só agora deixaram que elas entrassem. Nós ainda temos poucas colaboradoras. Mas dentro de algum tempo teremos mais mulheres colaborando nos observatórios”.

Lilia Diniz e Rafael Casé integram a equipe do O. I. na televisão

EM PAUTA, A (DIFÍCIL) REGULAMENTAÇÃO

Dines chama atenção para o Observatório na televisão a ser exibido na próxima terça-feira, dia 02. Em pauta, a regulamentação da imprensa pelo governo, em uma abordagem diferenciada.

Dines: “Será uma entrevista gravada nos Estados Unidos, com um americano: Reed Hundt, um ex-coordenador da FCC – Federal Communications Commission, a Comissão de Comunicações Americana.

Reed Hundt

É o órgão regulador, ligado ao Senado, indicado pelo governo, que faz controle, evita concentração da mídia, atua sobre a qualidade no caso da mídia eletrônica, evita o que chama de propriedade cruzada. Foi criada nos Estados Unidos em 1934, tem praticamente 78 anos e é da maior importância, e até hoje no Brasil não se consegue fazer alguma coisa parecida. Então, nós vamos ter a entrevista com ele, que já foi dada, editada e traduzida, e vamos ter comentários ao vivo com base nessa entrevista, que foi gravada em Washington início do mês de julho”.

"Seja parte do processo", conclama o site do FCC americano, que regula o controle dos meios, evitando desequilíbrios como no Brasil, onde as concessões para transmitir são moeda em negociata dos políticos, presenteando a si mesmos com canais em nome de laranjas.

AUTO-REGULAMENTAR-SE É PRECISO

Ainda mais importante que a vigilância estatal, é a auto-regulamentação da imprensa. No âmbito individual de cada veículo, está representada na figura do ombudsman, que é um ouvidor das críticas dos leitores ao conteúdo, trabalho ao qual Dines estende suas observações.

Dines: “Acompanho um pouco mais de longe o trabalho de ombudsman d´O Povo lá de Fortaleza. Já acompanhava, mais assiduamente, quando eram pessoas que eu conhecia. Mas acompanho, evidentemente, o ombudsman da Folha. Sou assinante da Folha, é um jornal que leio todo dia, e critico muito todo dia também, então eu acompanho muito”.

Blog: O surgimento do Observatório repercutiu em aumento do número de ombudsman no Brasil ?

Dines: “Não aumentou ! O que se chama de ´auto-regulação´ da mídia brasileira é um desastre. Se na mídia inglesa a auto-regulação foi ruim, foi falaciosa, aqui no Brasil simplesmente não existe. E tem que haver uma corporação, uma instituição que faça a auto-regulação, e os jornais, revistas, rádios tem que ter os seus mecanismos, e não tem. Só a Folha e o Povo de Fortaleza. E isso é muito ruim. Essa instituição, na Inglaterra, o nome é muito feliz: é Conselho de Queixas Contra a Imprensa – Press Complaints Comission.

Sigla temível no Brasil, "PCC" na Inglaterra é a instituição à qual é possível queixar-se da imprensa, inclusive pelo site da imagem

Blog: E no Brasil, que instituição seria ?

Tem que inventar um outro título, Conselho, como é o Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) – um Conar de Imprensa. Mas tem que ser colegiado, não pode ser um jornal só, e cada jornal ter o seu. Não. Tem que ser um colegiado que exista como instituição e que tome providências como instituição. Agora mesmo, o presidente da Comissão de Inquérito da Inglaterra está desenhando o PCC inglês com possibilidade de tomar providências. Quer dizer, chamar um jornalista que comprovadamente abusou ou fez qualquer coisa. Em suma, tem que ter uma instituição, não pode ser um negócio assim aleatório, que o jornal faz do jeito que quiser. Ele tem que ter compromissos públicos pluralistas, plurais, não apenas dele com seu público”.

VIVIFICANDO A HISTÓRIA

Blog: Você sempre encontrou um modo de inserir a História no programa, agora em um quadro fixo com a historiadora Isabel Lustosa. O que acha do enfoque de revistas recentes, que tentam uma abordagem mais atraente do que os livros didáticos, como é o caso da História Viva ?

Dines: “Olha, eu participei, o título História Viva é meu. Eu era muito amigo do Alfredo Nastari, que era o diretor, da Editora Segmento, isso há alguns anos. Um dia, conversando com ele, dei a ideia, dei o titulo, ele pediu licença pra registrar e registrou.

De vez em quando eu vejo, e também a revista da Biblioteca Nacional. Acho que eles poderiam ser um pouquinho mais densos. Não ser livros, não ser pesados ensaios. Mas acho que eles estão um pouquinho leves demais, e cometem erros também, não tem especialistas. Mas sem dúvida é um avanço. A História da imprensa brasileira precisa ser estudada com afinco. O Observatório começou isso, quando editou a coleção completa do Correio Brasiliense, depois publicamos uma série de coisas, fizemos aquela cruzada contra o embargo ao bicentenário. Acho que precisava ter mais coisas, inclusive tornar disciplina obrigatória a História da Imprensa Brasileira.

Dines na ESPM - Foto: Roberto Braga

Blog: Que universidade oferece essa cadeira hoje ?

Dines: “Que eu saiba, nenhuma delas tem. O curso de pós-graduação da Editora Abril, (Curso Abril de Jornalismo) que está agora terminando a primeira turma, é um pós da Editora Abril com a ESPM, lá tem uma cadeira de História da Imprensa e eu ministro, mas poucas horas. Quinze horas-aula, é muito pouco, ano que vem sugeri que fosse o dobro. E também não sei se vou ter tempo pra me dedicar a isso. Eu queria fazer a primeira, para marcar. Mas acho que tem que tornar obrigatório. Se você não conhece a história da sua profissão, você não pode exercê-la“.

A MÍDIA BRASILEIRA, SEGUNDO A.D.

Blog: Quando o Observatório traz à tona pautas negligenciadas pela mídia, como a ausência da Amazônia no noticiário, você percebe que isso pauta os veículos ?

Dines: “Não, não. Eu digo isso lamentando. A nossa grande imprensa é impermeável, arrogante, prepotente, ela não se deixa influenciar. Mesmo que até ela respeite individualmente as pessoas e tudo, ela paira acima do bem e do mal, raramente se deixa influenciar. Tem cruzadas nossas do Observatório que a gente vem falando há dez anos e não consegue. Você vê o caso do Sarney, há 15 anos que eu falo que um jornal sério não pode ter o Sarney como colaborador. Não o Sarney apenas, mas um ex-presidente, e contratado logo depois que deixou a Presidência, praticamente sem uma quarentena. Ficou muito feio para a Folha, que segurou ele durante 20 anos. E só saiu agora que ele virou uma escumalha, uma Geni, aí que a Folha tirou. Mas a Folha nunca deu bola pra isso, e ela faz por razões que eu desconfio quais sejam, e não vai se deixar influenciar por quem faça sugestões, e até campanhas. A imprensa brasileira é muito arrogante“.

JORNALISMO 2.0

Blog: Como o jornalista da era digital pode ser menos superficial (copiar-e-colar) e mais investigativo e criativo como se via antes ?

Dines: “Primeiro: o jornalismo começou individual, você tinha os primeiros jornais, inclusive o primeiro jornal brasileiro, era um produto solitário de um jornalista, que era o Hipólito da Costa, e você tem na Alemanha também, na Inglaterra.

Hipólito da Costa

Era muito comum que o sujeito fazia uma publicação, e ele fazia tudo, mas isso é uma situação excepcional, na medida em que o veículo se desenvolve, tem que vir mais pessoas, até que isso se torne uma obrigação. Um veículo jornalístico não pode ser feito por apenas uma pessoa, porque vai ser uma distorção. Você tem que ter pelo menos duas, um mínimo conflito interno. O que sair seja validado por algum tipo de pluralismo. Então, achar que você vai destrurir um governo ou não sei quem com um blog, eu acho que é uma pretensão. Então eu recomendo que se façam blogs coletivos, veículos. Foi assim que nos começamos, a primeira edição saiu porque tinha que sair, não tinha periodicidade, tinha nome e mais nada. Logo em seguida estabelecemos uma periodicidade. Logo em seguida estabelecemos, digamos, um formato, com sessões, com não-sei-quê. Tem que levar em conta isso. E montamos uma equipe, com diretor, redator, diretor de arte e assim a coisa tem que ir. Claro, pode começar individualmente, tudo, sempre o jornalismo começou individualmente, mas não é o ideal“.

Site do Observatório, 11 anos atrás

Blog: Falando em blogs… para o efeito social da comunicação, os blogs mais ajudam ou atrapalham ?

Dines: “Eles ajudam. Mas você tem aí blogs que são ótimos, feitos com muita consciência e até com pequenas equipes, e tem blogs que são realmente a voz do rancor, não é? O sujeito que quer avacalhar, se impor através do veneno, e não é por aí que você faz jornalismo. O jornalismo nunca foi feito com ódio, ele deve ser feito com veemência, mas com ódio não, esse não é o caminho“.

EPÍLOGO: QUARTO PODER E SÉTIMA ARTE

Ao final da conversa, relatei a Dines que o tema escolhido para minha monografia – o filme Frost/Nixon (2008), de Ron Howard, foi inspirado por uma edição do Observatório em março de 2009. Ele mesmo recorda:

Dines: “Fizemos uma conversa com os grandes entrevistadores brasileiros. Vieram a Leda Nagle, o Edney Silvestre e o Roberto D´Ávila. E foi a propósito do filme, que é sobre uma entrevista extraordinária. A gente tem feito alguns, quando tem um filme bom, importante, sobre imprensa, filme de crítica, evidente que nós aproveitamos.

Kirk Douglas

Aquele filme, Good Night And Good Luck, com George Clooney, também fizemos um programa dedicado ao assunto. É muito bom e há outros filmes muito bons, sem falar no Cidadão Kane, que não foi o primeiro filme sobre imprensa, antes dele teve outros muito bons, como o famoso Front Page (Primeira Página). Outro filme bom que teve é o do Billy Wilder, com o Kirk Douglas, Big Carnival (Montanha dos Sete Abutres)”.

Dines, que em início de carreira, nos anos 50, escrevia sobre cinema para a revista A Cena Muda, acaba recordando uma pérola de autoria de outro jornalista.

Dines: “Tenho um amigo português que fez uma antologia de filmes sobre imprensa. Joaquim Vieira, grande amigo meu, muito mais jovem do que eu, figura extraordinária e muito competente. Quando morei em Portugal ficamos muito amigos. Ele relacionou desde o início 600 títulos, e terminou esse levantamento nos anos 90, portanto deve ter pelo menos mais vinte títulos. Ele imprimiu isso e fez uma espécie de álbum, me mostrou e fiquei encantado. Ele me deu uns dez exemplares, e infelizmente agora só tenho o meu. Mas vou passar a ele essa ideia: perguntar se não colocaria em um site, quem sabe no nosso”, cogita.

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  1. Marcelo Pimenta e Silva

    Brilhante! Certamente o Dines é um dos monstros sagrados do jornalismo brasileiro. Caras como ele, Flávio Tavares, Ruy Castro, são exemplo para todo jornalista ou estudante de jornalismo.
    Sobre tua entrevista só posso parabeniza-lo. Está excelente, digna do teu trabalho!

  2. Maria Julia de Medeiros Silveira

    Esse cara é um dos grandes exemplos do bom jornalismo e sem dúvida essencial na vida de quem se aventura nessa louca profissão. E como já te disse achei maravilhosa a distribuição das perguntas e imagens. Sabe que sou tua fã, parabéns!

  3. Anderson Diogo da Silva

    Sou admirador do trabalho e da performance como jornalista em Alberto Dines. Detentor de extenso conhecimento em relação a fatos atuais ou ultrapassados, consegue exprimir claramente suas idéias e como ninguém,conduzir uma entrevista com propriedade independente do tema em questão. UM GRANDE MESTRE DO JORNALISMO CONTEMPORÂNEO!

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