Esse cara é o Frejat


Ele se chama Roberto e é um ícone da música brasileira. Essa semana, quando subiu ao palco vestindo terno, em Pelotas, para cantar uma leva de clássicos – alguns de sua autoria, ficou claro porquê o show do Roberto foi tão esperado e celebrado. Sabem a quem me refiro, não ?

Roberto FREJAT, 50 anos, pai de Rafael e Júlia. Artista que não vive de seu (memorável) passado, mas construiu uma carreira própria com suas composições, sem deixar de prestar tributo às influências.
Justamente naquilo que gosta de ouvir, Frejat buscou os tons que quis adicionar ao conceito de seu show, “Essa Tal Felicidade”, que debutou no Rock In Rio 2011. Mas indo além do rock, o espetáculo iniciado pontualmente no Theatro Guarany apresentou toques de latinidad, desde a “intro” instrumental. Transitou pela MPB em roupagem suingada (“Palco” e “Você Não Entende Nada” com riff da Tropicália), até finalmente resgatar o rock básico do Barão, com uma das canções que as novas gerações provavelmente já considerem mais familiares na voz do “Roberto” do que do “Agenor”. A partir de então, Frejat parece clamar: “soul brasileiro sim, e com orgulho”, ao dedicar um set a cinco canções do estilo. Em “Noite do Prazer”, sola muito – algo que não faz em todas as músicas, porque não precisa. Aqui ele faz o que quer.


Durante a faixa que inspirou a temática do show, composta por Gonzaguinha, Frejat arranca urros femininos com um saracoteio pélvico a la James Brown.
Em seguida, outro tributos à poesia da noite – e nem é direcionado a Cazuza. Renato Russo é lembrado com “Mais Uma Vez”, em arranjo mais legionário que o do 14 Bis, com guitarra dedilhada e cordas sinfônicas. Mais tarde virá “Ainda é Cedo”.
Logo Frejat celebra a própria poesia, em um trecho que eleva o teor romântico com temas autorais, como “Amor Pra Recomeçar” (que começa intimista e vai crescendo), “Desejos” e “Malandragem” (em levada ritmo).
Em “Por Você”, Frejat garante aos fãs que, por eles, iria a pé de Pelotas a Salvador. A essa altura, o vocal já foi assumido pelo côro generalizado. Só faltava o que “Maior Abandonado”, enfim, consegue: a audiência que lota o Theatro esquece as cadeiras para festejar em pé. E a banda ainda emenda mais três do Barão como celebração final de mais uma noite em que a tal felicidade tomou conta do recinto…

Obs.: agradecimentos à equipe do Frejat, especialmente à singular figura do senhor Domingos Olímpio, camaradagem infelizmente não-comum ao showbizz.

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