Categoria: Show

O bis do sucesso do Pouca Vogal


Coisas que o Pouca Vogal consegue: lotar um novo show e emocionar o público como se não tivesse tocado repertório idêntico no mesmo clube apenas sete meses atrás. Isso aconteceu em Bagé. A única novidade no playlist foram os acordes iniciais de “Seven Nation Army” dos White Stripes, no contrabaixo de Humberto – tocado com os pés, assim como o som de cordas que está mais evidente em algumas canções, dispensando tecladista, e os loops que adicionam empolgação em A Força do Silêncio, Pose e Infinita Highway. De resto, as variações sobre os mesmos temas de Leindecker e Gessinger ficam por conta dos detalhes que fazem a diferença. O duo agora é definido por Humberto como a “maior banda do bairro Bela Vista” (sua morada portoalegrense) ao se apresentar, confere o vídeo:

Hoje é Renato Russo quem dava razão a Humberto, no táxi que trouxe o Alemão a Bagé. E na farmácia, quem procurava protetor solar era um emo, não mais o punk.
Além de tudo isso, 1berto esbanja o know-how de palco de 25 anos como engenheiro havaiano. Entre goles em uma caneca de chá, brinca de animar a audiência. Interrompe estrategicamente Somos Quem Podemos Ser várias vezes só para incitar a gritaria, saúda ao Grêmio Esportivo Bagé (em Banco) e por aí vai. Gessinger está solando mais ao piano. Seus improvisos e os de Duca na guitarra tornam cada show único, aparecendo mais nos momentos jam session como o final de Pouca Vogal, a canção.

Setlist – Bagé, 11.06.2011 – Clube Comercial

Depois da Curva
Até o Fim
Girassóis
Breve
Pose
Dia Especial
Além da Máscara
Somos Quem Podemos Ser
Música Inédita
Terra de Gigantes
Força do Silêncio suingada
Pinhal
Toda Forma de Poder/Banco/Dom Quixote/Satisfaction
Refrão de Bolero
Ao Fim de Tudo
Piano Bar
Tententender
3 X 4
O Amanhã Colorido
Pra Ser Sincero
Pouca Vogal
Vôo do Besouro
A Montanha
Os Segundos
Infinita Higway/ Carona
Jingle “rockabilly” de despedida – curte o vídeo com o simpático agradecimento da dupla, na finaleira do show:

Leia também: Resenha do show de 2010:

Theatro Guarany em pé para os Detonautas

Metade do show. Conforme a canção avança, o público sentado nas cadeiras e camarotes vai levantando aos poucos. Em instantes, o Theatro Guarany inteiro está em pé, vibrante, cantante. Tico Santa Cruz exclama ao microfone que foi a reação “mais foda” à composição “Só Nós Dois” até hoje. A cena ocorreu na noite de quinta, 09, em Pelotas, primeira cidade a receber os Detonautas, após o retorno de apresentações no Japão, para uma turnê de seis datas no Sul. De início, a platéia parecia em dúvida sobre como interagir com o espetáculo – a expectativa de arranjos mais suaves promovendo o mais recente CD/DVD foi surpreendida por guitarras totalmente plugadas e uma banda a fim de oferecer peso. “Esqueceram de avisar pra gente que o show é acústico.”, brincou o cantor. “Espero que não se importem de ouvir guitarras. Vocês se importam se a gente continuar ´pegando pesado´ ?” Resultado: nas primeiras músicas, além da barricada de fotógrafos entrincheirados diante do palco, fãs exaltados já pulavam frente às primeiras filas de cadeiras, para desconforto dos devidamente “acomodados”.

Platéia em dois momentos: comportada na expectativa de arranjos acústicos...

Platéia em dois momentos: comportada na expectativa de arranjos acústicos...

...e depois, sob o devido efeito da vibe emanada do palco

...e depois, sob o devido efeito da vibe emanada do palco

Esse foi apenas um dos picos de sintonia emotiva entre palco e audiência. O afiado entertainer Tico incitou ao coro no final reggae-estendido para “Quando O Sol Se For”. Trouxe ao palco uma garota do público para recitar poema no meio de “Olhos Certos”. Explicou que “Só Por Hoje” alude a uma frase-lema dos grupos de reabilitação de viciados em alcoolismo e drogas. E ainda, no final do show, com “Outro Lugar” pediu que cada um abraçasse a pessoa ao lado, estimulado pela mensagem “abraços grátis” em um cartaz exibido por fãs.
Sem falar na corrente por vibes positivas, com mãos levantadas, próximo de a banda prestar tributo a Raulzito emendando “Metamorfose Ambulante” e “Sociedade Alternativa”, entremeadas com discurso pró-liberdade individual. Outra cover inesperada foi “Ainda É Cedo” da Legião Urbana.
Tudo isso veio encartado entre os hits aguardados: “Você Me Faz Tão Bem”, “O Amanhã”, “Tênis Roque”, “O Dia Que Não Terminou”, “Mercador das Almas”, “Não Reclame Mais”, “O Retorno de Saturno”, “O Inferno São Os Outros”. Em arena ou teatro, o clube dos Detonautas é sempre o do rock.

ENTREVISTA

CONEXÃO NIPO-SATOLEP

A apresentação em solo pelotense foi a primeira depois de a banda ter tocado no último final de semana nas cidades japonesas de Hamamatsu e Toyohashi (no Brazilian Day). “A gente passou só dois dias no Rio, tempo de trocar de mala, lavar as roupas e vir. Teríamos dois shows na Europa mas priorizamos tocar aqui no Sul, que serão seis datas”, revela Tico Santa Cruz. “No Japão, foi show de parque, que mistura público variado – brasileiro, japonês, americano. A galera começou, num primeiro momento, observando, e no final tava todo mundo com a gente, foi uma vitória”. Segundo o vocalista, a banda não tem CDs lançados no mercado nipônico. “Com internet não tem muito esse lance, as pessoas tem acesso pelo próprio site”.
Apresentando no Sul um show distinto do último álbum, os Detonautas ainda não iniciaram a pré-produção do sucessor do Acústico: “Estamos compondo, mas não há um conceito, vamos precisar de mais tempo. A idéia é fazer como no Psicodelia…, onde a gente ficou no estúdio criando, até sair coisas novas, e não só compôr no violão como estou acostumado a fazer, e como foram os últimos discos”.

ATÉ A PÉ DETONAREMOS…

Gremista assumido a ponto de eventualmente ostentar simbolos de seu timão, Tico, que esteve na equipe de transmissão no Olímpico quando da última conquista do Campeonato Gaúcho em 2010, relata as origens da preferência. “Meu tive lá do RJ é um time que não tem muita expressão, o América. Joga campeonato da terceira divisão. Aí escolhi um time de fora”.

UM COMUNICADOR NATO

Para dedicar-se aos Detonautas, Tico interrompeu algumas faculdades iniciadas, entre elas Jornalismo, no fim dos anos 90. “Quando fui fazer Ciências Sociais na UFRJ ia fazer Ciência Política poder atuar como jornalista na área política especializada. Mas enfim depois fui deixando amadurecer as idéias e prevaleceu o meu sonho de fazer som e tal. Ser jornalista é investigativo, tentar passar os fatos de uma forma que as pessoas possam tirar as conclusões delas sem ser necessariamente influenciadas pelos interesses dos jornais. É diferente ser jornalista e ser marketeiro”.
Mesmo sem diploma, o roqueiro demonstrou ser comunicador também de outras formas, através, inclusive, dos meios virtuais:
-Seu Blog pessoal onde descreve fatos reais, além de reflexões e contos eróticos.

-Seu Twitter para o qual retornou há pouco após ter deletado o perfil anterior em seguida de polêmica envolvendo bandas emo. Há algum tempo Tico atravessava madrugadas tuitando, com seu fuso horário particular. Temas, diversos: dicas de livros, como ele também sugere nas letras, já que “O Inferno São Os Outros” vem de Sartre, há uma “Ensaio Sobre a Cegueira”… Meteção de pau no tratamento oferecido pelas companhias aéreas brasileiras. E, entre outras formas de ode ao amor solitário 5 X 1, já é tradicional a sessão do “Proibidão”, vídeos pornôs temáticos para a ocasião – recentemente rolou com japinhas, não por acaso.
Além disso, e nessa linha independente dos impérios midíáticos, Tico apresentava há alguns meses seu Sarau Eletrônico através de streaming de vídeo via Justin TV.
[ Mais no Blog:
https://marcelofialho.wordpress.com/2009/07/01/justin/ ]

Recebeu convidados célebres como Biquíni Cavadão para conversas e jams. O projeto não tem data para retomada: “A gente tá muito sem tempo, e exigia bastante. Passava as segundas feras de descanso fazendo um trabalho que levava seis horas durante a madrugada toda, se tornou um pouco cansativo. Preferi parar pra não ficar fazendo mal feito”.

Entregamos ao Tico CD com demos de algumas bandas de Bagé: Central do Rock, Lactário Ruivo, Marcelo Chroner, Plasma Rock, Ricardo Belleza, Sistema Falido, Twin Cities, The Vermes, Viajantes do Éden

Entregamos ao Tico CD com demos de algumas bandas de Bagé: Central do Rock, Lactário Ruivo, Marcelo Chroner, Plasma Rock, Ricardo Belleza, Sistema Falido, Twin Cities, The Vermes, Viajantes do Éden

JABÁ NO CARDÁPIO DAS GRANDES

Também independente é a postura que a banda adotou em relação à divulgação de seus singles, após terem sido limados de algumas programações dentro do jabá, aliás, método de trabalho de algumas grandes emissoras. “Obviamente que com essas rádios a gente teria muito mais força com o mercado popular. Mas, a Internet privilegia o artista que sabe manipular ferramentas e a gente sempre soube se sair muito bem através dos meios digitais. Detonautas não sofreu nenhum baque por conta do boicote e da censura, muito pelo contrário, fazendo bastante shows, e sempre cheios, as coisas estão acontecendo muito bem pra gente. Voltamos a fazer coisas importantes, voltamos ao Japão, o que mostra que não estamos mais nas mãos desse pessoal, e que eles são importantes mas não únicos. Existem outros caminhos para você poder chegar até o público”.

NUMA PROPAGANDA DE REFRIGERANTES

Domingo, no Pepsi On Stage, em POA, a banda divide os palcos com os Raimundos, cujos lead vocais Tico também assumiu recentemente, de modo eventual. “Conheço desde o começo, nos primeiros shows no Circo Voador, quando nem era conhecida a banda e só tinham disco independente. Uma influência não pro som do Detonautas diretamente, mas pra mim como artista, sem dúvida. Foi um privilegio tocar com os caras, fazer uma turnezinha e shows cheios, festivais grandes. Muito produtivo pra todo mundo que participou”. Na ocasião, também se apresentam as bandas finalistas do Concurso Pepsi Música, de cuja escolha Tico participou. “Eu fiz a seleção do Pepsi em Porto Alegre e aqui no sul foi mais tranqüilo de fazer que em são Paulo, onde só tinha banda emo. Espero ver como as selecionadas vão se desenvolver lá no palco, agora que é a hora do ´vamos ver´, no estúdio você pode parar, no palco não tem como”. Tico fala ainda de sua relação com o rock gaúcho: “Conheço as coisas mais antigas na verdade, as atuais não conheço muita coisa. Tenho contato com a galera do Reação (em Cadeia), do Tequila Baby, com o Tonho (Crocco), com uma galera que já faz o som aí já há muito tempo”.

OBRA-PRIMA

O terceiro disco do DRC, psicodeliamorsexo&distorção (2006), talvez o mais criativo, teve produção do gaúcho Edu K. “Eu já gostava do Edu, conhecia a muito tempo, tinha a história do De Falla e tal, já tinha visto show… e achava que ele era a pessoa certa pra registrar aquele momento que a gente tava vivendo… Pra mim é o disco mais rock and roll do Detonautas, o mais pesado…”
O disco tem punch e muita variedade entre as faixas, e brinca com clichês do gênero – o próprio título parece aludir ao bloodsugarsexmagik dos Chilli Peppers. Porém o ano de lançamento do álbum coincidiu com a maior tragédia experimentada pelo grupo, a perda violenta do guitarrista Rodrigo Netto em um assalto. Pergunto ao Tico se ele não considera aquela obra subestimada pela mídia. “Acho que tudo tem seu tempo. Talvez o disco não teve reconhecimento agora e possa ter no futuro, quando a gente já não estiver mais aqui. Pra gente o que vale é o trabalho e pra gente foi bem bacana e o Edu potencializou isso muito ali com a gente”.
A partir daí, um álbum com menor peso e maior romantismo, incluindo a candidata a hino pacifista “Canção do Horizonte”, enquanto Tico se engajava também em manifestações contra a violência. Até chegar ao recente acústico, que reconstrói arranjos, em alguns casos completamente, como “Dia Comum” e explicita um link com os anos 80 ao coverizar Plebe Rude e Renato Russo.

MOMENTOS ANTES, EM PELOTAS…

Fãs recepcionaram a banda na chegada ao hotel

Fãs recepcionaram a banda na chegada ao hotel


Devoção: as fãs Júlia Pereira e Adriana Cunha aguardavam a chegada do DRC

Devoção: as fãs Júlia Pereira e Adriana Cunha aguardavam a chegada do DRC

Vibe bajeense conquista Jupiter Apple

Show de Jupiter Apple no Atelier Coletivo, Bagé, em 26.08.2010

Júpiter se eleva ao nível da arte que circunda sua cabeça.

Júpiter se eleva ao nível da arte que circunda sua cabeça.

...prontamente clicado por repórteres como Vinícius Seko e Emerson Sabedra

...prontamente clicado por repórteres como Vinícius Seko e Emerson Sabedra

“Foi uma puta vibe ! Senti um clima de happening“. Assim avaliou Jupiter Apple o show que realizara pouco antes no Atelier Coletivo, em Bagé. O artista comemorou o fato de ter ficado bem próximo ao público, já que a peça que serve de palco é em mesmo nível e sem obstáculos aos admiradores que literalmente cercaram a banda. Com iluminação clara e cercado por quadros fauvistas de Carlo Andrei Rossal, Jupiter se deixou envolver por um mood de maior intimismo, parecendo exibir um olhar reflexivo enquanto cantava seus poemas.
Em relação ao show da véspera em Pelotas, em que o blog também esteve

https://marcelofialho.wordpress.com/2010/08/26/jupiterpel/

o setlist foi idêntico e o que variou mais foram os picos de êxtase do público – alcançados em Bagé com “A Marchinha Psicótica…” e a tradicional saideira “Um Lugar do Caralho”, extendida como uma vigorosa jam que serve de trilha para a saída de cena de Apple.
Antes de deixar a cidade Jupiter visualizou o cartaz promocional do show, de autoria de Rodrigo Sarasol, e debateu com Carlo Andrei as influências artísticas no leiaute, entre Warhol e Matisse.

Jupiter e Carlo Andrei debatem influências de Warhol e Matisse...

Jupiter e Carlo Andrei debatem influências de Warhol e Matisse...

...na peça do publicitário Rodrigo Sarasol

...na peça do publicitário Rodrigo Sarasol

PRÉ-SHOW
A van com a banda chegou à tarde e à noite foi degustado um churrasco no Atelier. A imprensa local se mobilizou. Pelo Rota 20, Ricardo Belleza, fã confesso de Jupiter, soube entrevistar com conhecimento de causa uma de suas maiores inspirações como roqueiro. Os jornais Minuano e Folha do Sul também interagiram com o artista – o editor do primeiro, Glaube Pereira, capturou registros fotográficos da frente do palco. Mais tarde conversou com Jupiter, que comemorou ao ser informado que todos os repórteres presentes haviam passado pelas disciplinas ministradas por Glaube no curso de Jornalismo da Urcamp.

Confira algumas matérias motivadas pela presença de Jupiter na cidade:
http://covilsitiado.blogspot.com/2010/08/festa-dos-bichos.html

http://onavegador.wordpress.com

http://twitpic.com/2gkdmy

http://twitpic.com/2gkf5r

(entrevista ao Minuano)

http://www.folhadosulgaucho.com.br/?p+2&n=4327

Telão no pátio do Atelier exibia o show em tempo real até para os não-pagantes em trânsito na Floriano

Telão no pátio do Atelier exibia o show em tempo real até para os não-pagantes em trânsito na Floriano

Pelotas celebra show com surpresas de Jupiter Apple

Show de Jupiter Apple no Bar João Gilberto, Pelotas, 25.08.2010

Satolep voltou a receber um Jupiter Apple ainda mais variado do que em novembro de 2009: agora o playlist transita desde os primórdios, das ex-bandas, até os singles ainda não lançados formalmente, como é o caso da canção de abertura, “Six Colours Frenesi”. Seguem-se “Querida Superhist…”, “As Tortas e As Cucas”, e “A Lad and Maid in the Bloom”. Anunciada a primeira “surpresinha” da noite, “composta aos 16 anos”:“Identidade Zero”, reconstruída com arranjo cabaré meio jazzy. “Síndrome de Pânico”. “Beatle George”. “So You Leave The Hall”. Em meio ao set Jupiter empunha a guitarra adicional à de Júlio Cascaes.

Música de trabalho: “Calling All Bands”. Se no palco algumas faixas são despidas de delicados detalhes da produção de estúdio, esta soou mais rock, e foi a deixa para o lado entertainer de Apple incitar um coro cada vez mais alto do refrão. “Um dia será num estádio” desejou. Após “Mademoiselle Marchand” e “Modern Kid”, até mesmo Hisscivilation foi contemplado com a “faixa-quase-titulo”. A seguir, “Miss Lexotan 6 mg”. A segunda surpresa – esta composta aos 18: “Morte Por Tesão” (pausa para pulos do repórter). Novas gerações sendo lembradas que estão diante de um clássico. “Marchinha Psicótica”, “Eu e Minha Ex”. Sem sair do palco, Jupiter avisa: “agora já é o bis”, emendando as recentes “Head Head” e “Cerebral Sex”, e como saideira seu esperado e do caralho hino…

Loud Music in a Noisy Night

Back to the Garage
A banda Lautmusik, radicada em Porto Alegre e uma das mais comemoradas do circuito independente, não interrompe os shows enquanto trabalha material novo em estúdio. Desta feita, retornou ao Garagem Hermética de seu début, no Festival Indie Hype. No show compacto, quatro das nove canções representavam a íntegra do EP a caminho: “Lost In The Tropics”, “Jellybean”, “Mai” e “Cloud 9”.

Black-leathered catwoman



Picos de entrega emocional no palco...

Picos de entrega emocional no palco...


...hipnose coletiva na platéia.

...hipnose coletiva na platéia.

Justin TV e o Sarau de Tico Santa Cruz

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Na última segunda-feira, o Sarau de Tico Santa Cruz recebeu o Biquini Cavadão. A banda apresentou um set acústico com canções próprias e covers como Índios, da Legião. E concedeu depoimentos reveladores sobre sua trajetória.

Recentemente o programa recebeu Léo Jaime, Leoni, Marcelo Fróes. Mais uma iniciativa de Tico, que além dos Detonautas Roque Clube está sempre levantando alguma bandeira, desde o manifesto contra violência em 2007 (após o assassinato do guitarrista) até o atual Fora Sarney. Tico é onipresente no Twitter, onde está inclusive angariando versos dos seguidores virtuais para uma composição coletiva a ser aproveitada pela banda.

Justin TV é um dos sites que provê a possibilidade, aos cadastrados gratuitamente, de transmitir imagem e som de uma webcam ao vivo. Você divulga o endereço de seu perfil, marca um horário para a transmissão e pronto, você tem um programa de TV, sem mais. Só não conte com anúncios de sua apresentação nos intervalos da novela das oito. Enquanto a imagem é transmitida, há um quadro de chat ao lado para todos que assistem postarem seus comentários.

Marimoon da MTV e os irmãos Jonas são outros que, como Tico, já aproveitaram o espaço para promover suas idéias ou imagem. Bem como o americano Abraham Biggs, que se suicidou ao vivo pelo canal.

No caso do Sarau, o clima é tão informal quanto o próprio Justin TV. Permite ver os artistas como raramente seria na rede oficial, conversando entre amigos e tirando um som.