Marcado: Carlo Andrei Rossal

Vibe bajeense conquista Jupiter Apple

Show de Jupiter Apple no Atelier Coletivo, Bagé, em 26.08.2010

Júpiter se eleva ao nível da arte que circunda sua cabeça.

Júpiter se eleva ao nível da arte que circunda sua cabeça.

...prontamente clicado por repórteres como Vinícius Seko e Emerson Sabedra

...prontamente clicado por repórteres como Vinícius Seko e Emerson Sabedra

“Foi uma puta vibe ! Senti um clima de happening“. Assim avaliou Jupiter Apple o show que realizara pouco antes no Atelier Coletivo, em Bagé. O artista comemorou o fato de ter ficado bem próximo ao público, já que a peça que serve de palco é em mesmo nível e sem obstáculos aos admiradores que literalmente cercaram a banda. Com iluminação clara e cercado por quadros fauvistas de Carlo Andrei Rossal, Jupiter se deixou envolver por um mood de maior intimismo, parecendo exibir um olhar reflexivo enquanto cantava seus poemas.
Em relação ao show da véspera em Pelotas, em que o blog também esteve

https://marcelofialho.wordpress.com/2010/08/26/jupiterpel/

o setlist foi idêntico e o que variou mais foram os picos de êxtase do público – alcançados em Bagé com “A Marchinha Psicótica…” e a tradicional saideira “Um Lugar do Caralho”, extendida como uma vigorosa jam que serve de trilha para a saída de cena de Apple.
Antes de deixar a cidade Jupiter visualizou o cartaz promocional do show, de autoria de Rodrigo Sarasol, e debateu com Carlo Andrei as influências artísticas no leiaute, entre Warhol e Matisse.

Jupiter e Carlo Andrei debatem influências de Warhol e Matisse...

Jupiter e Carlo Andrei debatem influências de Warhol e Matisse...

...na peça do publicitário Rodrigo Sarasol

...na peça do publicitário Rodrigo Sarasol

PRÉ-SHOW
A van com a banda chegou à tarde e à noite foi degustado um churrasco no Atelier. A imprensa local se mobilizou. Pelo Rota 20, Ricardo Belleza, fã confesso de Jupiter, soube entrevistar com conhecimento de causa uma de suas maiores inspirações como roqueiro. Os jornais Minuano e Folha do Sul também interagiram com o artista – o editor do primeiro, Glaube Pereira, capturou registros fotográficos da frente do palco. Mais tarde conversou com Jupiter, que comemorou ao ser informado que todos os repórteres presentes haviam passado pelas disciplinas ministradas por Glaube no curso de Jornalismo da Urcamp.

Confira algumas matérias motivadas pela presença de Jupiter na cidade:
http://covilsitiado.blogspot.com/2010/08/festa-dos-bichos.html

http://onavegador.wordpress.com

http://twitpic.com/2gkdmy

http://twitpic.com/2gkf5r

(entrevista ao Minuano)

http://www.folhadosulgaucho.com.br/?p+2&n=4327

Telão no pátio do Atelier exibia o show em tempo real até para os não-pagantes em trânsito na Floriano

Telão no pátio do Atelier exibia o show em tempo real até para os não-pagantes em trânsito na Floriano

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Fim-de-semana rock em Bagé

Minifestival Rock Coletivo, Atelier Coletivo, 07.08.2010

O rock voltou a sacudir as estruturas do Atelier na noite de sábado, com a performance de quatro bandas locais, nesta ordem: Plasma Rock, Twin Cities, Outsiders e Black Box.

Foto ilustrativa roubada do orkut da banda

Atelier anuncia Espaço de Verão com show 3 em 1

Atelier Coletivo prepara o lançamento de seu Espaço de Verão com reunião inédita de três artistas consagrados localmente

Na sexta, 23 de outubro, o Atelier Coletivo ofereceu um espetáculo com algumas inovações que foram um ensaio para a inauguração de seu Espaço de Verão, prevista para daqui a duas semanas. Uma reforma ampliará a capacidade de público do prédio, que terá ainda abertura de seu pátio para eventos de quarta a sexta, incluindo happy hour com início mais cedo que o praticado pelos festeiros bageenses.
O proprietário do Atelier, Carlo Andrei Rossal, motivou-se após avaliar as tendências do entretenimento noturno local e perceber apropriações de propostas diferenciadas, praticadas pelo Atelier desde sua origem, inclusive na escolha dos artistas a se apresentar na cidade. Rossal teve mais certeza de que o caminho é uma polarização cada vez maior das opções, na qual a casa que dirige deve se afirmar como um local cult.
A partir da abertura com show do Soul da Silva, o Espaço de Verão deverá oferecer sempre interações multiculturais, com artes plásticas, grafitagem, exposições fotográficas… Com efeito, nesta data já se presenciou um fato do tipo que “só se vê no Atelier”: paralelamente aos shows, o desenhista Theo Gomes tomou uma mesa e com gestos bruscos, comparados por alguém com os de uma psicografia, começou a esboçar imagens a lápis, com seu estilo característico baseado em achura.

Show três-em-um: Belleza, Schneider e Pavão (+ auxílio luxuoso…)

O ambiente de liberdade artística e parceria previsto como uma marca para o Atelier de Verão já se fez sentir no show da sexta-feira.
Uma reunião inédita entre três músicos com história em Bagé, e convidados especiais, na qual cada um tinha seu set mas era livre o intercâmbio entre todos, no palco. Ricardo Belleza, Roger Schneider e Luciano Pavão, respectivamente, modificaram o playlist de seus shows habituais para o formato do evento: acústico plugado, sem bateria mas com a percussão de um cajón (instrumento de origem flamenca).

leko

Eu com Belleza e Alessandro - clicados por LÉKO MACHADO

Belleza demonstrou algumas concepções mais artísticas de sua produção-solo: “Flamenco Western” (oportuna para a percussão latina) e “Anjo da Fronteira” (letra longa inspirada em Gildo de Freitas, e associada à produção de um curta-metragem), momento em que o cantor arriscou-se na harmônica. Do repertório de sua banda Marvin (atualmente em stand-by), inseriu apenas as covers finais, como “One” do U2 e “A Hard Day´s Night”, com a presença do guitarrista da banda, Alessandro Ribeiro. A B. K. Jones, banda de maior projeção radiofônica de Belleza, foi representada com o hit “Você Não Vai Se Arrepender”. Também resgatou clássicos de raiz como “Bad Moon Rising” e “Runaway” (Dell Shannon). Já nesse momento inicial houve a primeira das convocações do baterista Cássio Neves para o cajón.

rogerRoger também foi estratégico na disposição das canções: em um primeiro momento, investiu ainda mais no clima intimista sugerido pelo formato voz e violão (“Palco”, “Com Que Roupa”), para em seguida, proporcionar um crescendo de adrenalina que culminou sintomaticamente com “Rock And Roll”. Nesse ínterim, clássicos oitentistas como “Roxanne”, “Everybody Who Wants To Rule The World”, “Logical Song”, “Careless Whispers”, além de “Wish You Were Here”, “Smooth Operator” e “Candy”. A maioria das canções ganhou releituras bastante funcionais com ênfase na harmonia das cordas.

pavao

Pavão, atração da recente Feira do Livro local, soube ser eclético como os parceiros: acenou ao Mercosul musical com “Circo Beat”, lembrou Raul com “Tu És o MDC…”. Se o artista anterior homenageara Nei Lisboa, aqui o tributo é a Vitor Ramil, com “Jokin”. As parcerias causaram os pontos altos: primeiro, convite sui generis aceito por Carlo Andrei para assumir o cajón em “Odara”, revelando mais um talento do artista multimídia (risos). Logo, Pavão retribuiu a participação no set de Belleza, chamando Ricardo para “Johnny B. Good”, agora com Pastelzinho batucando. Com essa parceria, tudo voltou ao início, e foi também o fim – do show “oficial” com o trio, uma vez que Pastel filho permaneceu, agora ao violão, para acompanhar o soul sexy de Cibele Martinez, em mais um número imprevisto de uma noite cultural no Atelier…